[¤] O que seria… [¤]

​Não sou menos, não sou mais, sou apenas o que ti faz pensar. Sou a gota d’água, aquilo que faltava pra não querer mais. Sou a corrida atrás do impossível. Sou a parte fácil do tão difícil. Sou o óbvio do caminho complexo, aquela vírgula inesperada no meio do verso.

Sou aquilo que tanto faz como tanto fez. Sou a parte certa dessa vez, depois do errado absurdo. Não sou cego, surdo ou mudo, penso e sinto tudo, sou pessoa de carne e osso, apenas estou perdido do teu rosto.

Eu era o andar da carruagem, agora não sou nem a metade do caminho. Estou sozinho, sou sozinho, mas sensato, e mesmo em pedaços me conserto aos poucos quando respiro fundo. E desse jeito gira o mundo, enquanto sou feliz do meu jeito desejo a quem passa por mim um final feliz pra tudo.

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